22/09/2015

Vamos nos salvar enquanto há tempo!

Atualmente,vivemos sempre sem tempo para pararmos, termos um momento de reflexão, olharmos com mais amor e carinho para o nosso próximo. Infelizmente, esse olhar, esse comprometimento com o nosso semelhante nos deixa indignados pela falta de sensibilidade do Governo para com o seu povo. Além disso, com a degeneração da humanidade, estampada em toda a mídia no mundo, cabe uma pergunta: será que está próxima a volta de Jesus? (Leia mais)


De acordo com Norbert Lieth, diretor da Chamada da Meia-Noite Internacional, "[acontecimentos impressionantes resultam num] caos de 'profecias' e previsões sobre a aproximação do tempo do fim. Cristãos também participam dessas especulações, apesar da Bíblia proibi-las: 'Por isso, ficai também vós apercebidos; porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá'. (Mt 24.44) Ele virá 'como ladrão', é o que está escrito no último livro das Sagradas Escrituras (Ap 3.3). Mas o bom-senso e a razão nos aconselham a pensar no perigo de 'um apocalipse encenado por mãos humanas contra a vontade de Deus'.

Esse perigo é hoje maior do que no tempo da Guerra Fria, onde o instinto de sobrevivência dos poderosos deste mundo ajudou a evitar um confronto nuclear. Mas esse instinto de autopreservação normalmente não existe para os terroristas religiosamente motivados. Por isso, especialistas em Genebra, Nova Iorque e Haia, em escritórios da ONU e sedes de outras organizações internacionais, acham muito provável que esses fanáticos tentarão tornar realidade o tempo do fim por 'se sentirem chamados por Deus'. (...)

Precisamos distinguir claramente entre fatos, suposições e especulações. É fato que Jesus voltará. A suposição é que Ele virá muito em breve. Mas seria especulação tentar marcar a data de Sua volta.

Em nosso século e em outras épocas muitos já tentaram calcular a data da volta de Jesus. Foram estabelecidas datas bem exatas nas quais deveria acontecer o arrebatamento, mas sem exceção todas as previsões falharam. (...)

Em nosso mundo acontecem coisas que apontam de maneira extremamente clara para a iminente volta de Jesus. Ninguém sabe dizer se isto acontecerá hoje, amanhã ou somente daqui a alguns anos. Mas todos os sinais apontam para o último grande alvo da história da humanidade. (...)

As catástrofes naturais alcançaram dimensões e frequências assustadoras, são cada vez mais dramáticas e se sucedem a intervalos sempre menores (Lc 21.25ss). O afastamento de Deus e o distanciamento das verdades bíblicas é tão evidente e cada vez mais atrevido que fica difícil achar uma situação que se compare a ela. Alguém observou: 'As pessoas de hoje sabem tão pouco das verdades bíblicas que vivem suas vidas como se Deus não existisse' (comp. 2 Ts 2.3; 2 Tm 3.1ss). Na área do ocultismo, o diabo está solto: nos meios de comunicação, no cinema e na televisão as pessoas são literalmente afundadas no esoterismo e soterradas por filmes de ficção científica. (...)

Ultimamente também o mundo secular (desligado de Deus) tem chegado sempre mais à convicção de que nos aproximamos do fim do mundo. (...) Até que chegue esse momento, devemos remir o tempo e cumprir nossa tarefa para que mais pessoas sejam ganhas para o Senhor Jesus e para que Sua Igreja seja preparada para quando Ele voltar. (...)"

Por isso, temos que aproveitar a última oportunidade que Deus está nos dando para ganharmos o Seu Reino, que é vivermos como seu filho Jesus Cristo, quando esteve na terra, transmitindo as lições de conduta e moral e ditando os princípios da verdadeira vida cristã. Além de transmitir as lições de conduta e moral, Jesus também veio transmitir os dois principais mandamentos de Deus, que são: “Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, com toda a tua alma e com todo o teu entendimento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como ama a si mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.” (Mt 22:37-40).

Para embasar a minha opinião sobre a última oportunidade que Deus está nos dando, vamos voltar ao passado, antes mesmo de Deus ter criado o nosso mundo visível. No mundo dos anjos, ocorreu uma tragédia, quando um deles, o orgulhoso Lúcifer, se rebelou contra o Criador e, juntamente com outros anjos, organizou seu próprio reino. Deus poderia ter liquidado com eles, mas preferiu preservá-los até chegar o dia em que tanto o pecado, com todas as suas formas, bem como seu autor (Lúcifer) serão definitivamente erradicados do Universo, não permanecendo deles “nem raiz, nem ramo”.

Assim, Deus resolveu criar o nosso mundo, onde também outra tragédia ocorreu, quando nossos ancestrais Adão e Eva violaram o Seu mandamento, que era “não comer do fruto proibido”. Em consequência, foram expulsos do Jardim do Éden, e o resultado foi a contaminação do pecado que passou para os seus descendentes.

Com os pecados sempre aumentando, em função da atuação de Lúcifer junto à população, Deus provocou o dilúvio para extinção da humanidade, salvando somente a família de Noé. Outras tragédias ocorreram, tais como a devastação das cidades de Sodoma e Gomorra, a destruição do reino de Israel, depois da Judeia, a queda dos impérios Bizantino, Russo e muitos outros, causados pelos pecados de seus povos.

Para mostrar que Deus sempre amou a humanidade, além de todos esses fatos, Ele enviou o seu filho Jesus Cristo para a Terra, para transmitir lições de conduta e moral, ditando os princípios que normatizam e orientam a verdadeira vida cristã, uma vida que conduz à humanidade ao Reino de Deus. Portanto, vamos seguir as orientações de Jesus Cristo, por meio dos evangelhos transmitidos pelos padres em todas as missas.

Para isso, procuro não faltar às missas e, nesta oportunidade, tomo a liberdade de transmitir aos leitores o evangelho de Marcos 8-27.35, que ouvi na missa do último dia 13.09, na Igreja de São Dimas. Este evangelho pode ser dividido em duas partes. Na primeira, Jesus quer saber qual o conhecimento que o povo tem de sua pessoa, quando pergunta: “'Quem dizem os homens que eu sou?' E eles responderam: 'Alguns dizem que tu és João Batista, outros, que és Elias, outros, ainda, que és um dos profetas'”. Pela resposta, podemos concluir que o povo coloca Jesus entre os maiores profetas, mas não descobriu a Sua verdadeira identidade. Então, Jesus, voltando-se para aqueles que o acompanha desde o começo, pergunta: “'E vocês, quem dizem que eu sou?'. Pedro prontamente respondeu: 'Tu és o Messias'". Com esta confissão de fé de Pedro, Jesus é reconhecido como o enviado por Deus.

Na segunda parte do evangelho, Jesus apresenta que tipo de Messias é Jesus. “Em seguida, começou a ensiná-los dizendo que o Filho do homem devia sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da lei; devia ser morto e ressuscitar depois de três dias. Ele dizia isso abertamente. Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a repreendê-lo. Jesus voltou-se, olhou para os discípulos e repreendeu Pedro, dizendo: 'Vai para longe de mim, Satanás! Tu não pensas como Deus, e sim como os homens!'”

A reação de Pedro, da comunidade, pode ser entendida de duas maneiras. A primeira, é que os discípulos não tinham compreendido o tipo de messianismo de Jesus que passa pela cruz. E a segunda, é que os discípulos têm medo de ficar envolvidos com o destino de seu Mestre, e eles terem a mesma sorte. Mas Jesus sabe que sua fidelidade ao projeto de Deus passa pelo caminho da cruz e ressurreição. Por isso, as palavras de Pedro soam para ele como a tentação de um messianismo alternativo, ao qual rejeita energéticamente.

Encerrando o evangelho: “Então chamou a multidão com seus discípulos e disse: 'Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la: mas quem perder a sua vida por causa de mim e do evangelho vai salvá-la'”.

Por isso, para a nossa salvação e entrarmos no Reino de Deus, vamos seguir as orientações de Jesus e vamos cumprir, entre tantos outros, os dois mandamentos transcritos inicialmente.


(Artigo escrito em 22/09/2015)

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