23/10/2020

Jesus morre e ressuscita

Continuando a ler o livro “Os 20 séculos de caminhada da Igreja”, destaco quando Jesus é morto e ressuscitado – a passagem deste artigo. Sugiro aos nossos leitores a aquisição do livro para entender como foi a caminhada da Igreja e aprender rico conteúdo a fim de nos salvar. 

Vamos ao texto:

“Os escribas e fariseus fizeram a cabeça de muitos judeus para que não vissem em Jesus o Salvador prometido. A origem humana de Cristo e sua vida humilde eram incompatíveis com o tipo de Messias que eles esperavam. Os fariseus imaginavam um Messias nacionalista e glorioso, que viesse com poder e majestade. Não conseguiam acreditar que um Menino nascido numa gruta e crescido numa carpintaria pudesse ser o Salvador.

Por isso, quando Jesus disse que ele era o Filho de Deus, os fariseus falaram que Cristo estava blasfemando. Então mandaram matá-lo. Disseram-lhe os fariseus: ‘Não é por causa de nenhuma obra que te condenamos, e, sim, porque blasfemas. Pois, tu, sendo homem, te fazes Deus’ (Jo 10,33).

E mataram o Senhor. Mas a morte e a ressurreição de Cristo vieram provar que Ele era o Messias, porque tudo aconteceu conforme estava predito. O próprio Jesus havia profetizado a sua morte e ressurreição. Ele tinha dito aos discípulos: ‘Eis que estamos subindo a Jerusalém, e o Filho do Homem vai ser entregue aos chefes dos sacerdotes e aos escribas. Eles o condenarão à morte e o entregarão aos pagãos para ser escarnecido, açoitado e crucificado. Mas ao terceiro dia ressuscitará’ (Mt 20, 18-19).

Os fariseus sabiam desta profecia de Jesus. Tanto é que, na morte de Cristo, foram dizer a Pilatos: ‘Senhor, lembramo-nos de que aquele impostor, quando ainda vivia, disse: ‘Depois de três dias ressuscitarei. Ordena, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até o terceiro dia, para que os discípulos não venham roubá-lo e depois digam ao povo: ‘Ele ressuscitou’ (Mt 27, 62-66).

Pilatos deu quatro soldados. Mas, enquanto estes guardavam o túmulo, Jesus ressuscitou. Portanto, os próprios guardas acabaram sendo testemunhas de que não houve fraude na ressurreição do Senhor. Em seguida, Cristo Ressuscitado apareceu a seus discípulos e às piedosas mulheres (Jo 20). Isto aconteceu por volta do ano 30, sendo Tibério imperador de Roma, e Pôncio Pilatos, procurador da Judéia.

JESUS DÁ PODER AOS APÓSTOLOS – Jesus veio ao mundo para salvar a humanidade toda. Ele queria que a graça da Salvação chegasse a todos os povos, de todos os tempos. Por isso Ele fez a Igreja e passou para ela a sua missão recebida do Pai. E prometeu estar com ela até o fim do mundo. Jesus deu este mandato após a sua Ressurreição, de maneira solene e pública, sobre um monte que Ele havia indicado aos onze Apóstolos. E o Senhor lhes falou que fazia aquilo como Messias, isto é, disse que tinha todo o poder de Deus, na terra e no céu, e por isso lhe dava a sua missão. Diz o Evangelho.

‘Os onze discípulos foram para a Galileia, para o monte que Jesus lhes tinha indicado. E vendo-o, o adoraram. Alguns, porém, duvidaram. Aproximou-se deles Jesus e lhes falou nestes termos: ‘Todo o poder me foi dado, no céu e na terra. Ide, portanto, e fazei que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a observar tudo quanto vos ordenei. E eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos séculos’ (Mt 28,16-20).

A missão dos apóstolos era a mesma de Jesus: anunciar o Evangelho, perdoar os pecados, batizar, abençoar, curar os enfermos, presidir a Ceia Eucarística, consolar os tristes, dar o Espírito Santo às pessoas e conduzir a Igreja.

Jesus quis continuar agindo no meio de seu Povo por meio dos Apóstolos. Quando os enviou a pregar a mensagem do Reino dos céus, o Senhor lhes disse: ‘Quem vos ouve, a mim ouve; quem vos rejeita, a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita o Pai que me enviou’ (Lc 10,16).

Aos Apóstolos, Jesus deu o poder de resolverem os problemas dos fiéis e da Igreja como se Ele mesmo estivesse resolvendo. Disse-lhes o Senhor: ‘Em verdade vos digo: tudo o que ligares na terra, será ligado no céu, e tudo o que desligares na terra, será desligado no céu’ (Mt 18,18).

A PEDRO É DADA A PRIMAZIA – Lendo o Novo Testamento, vemos que São Pedro teve sempre uma liderança sobre os companheiros. Começa por isto: quando os evangelistas citam os nomes dos Apóstolos, ele vem em primeiro lugar (cf. Mt 10,2; Mc 3,16; Lc 6,14; At 1,13). São Mateus diz de propósito: ‘Eis os nomes dos doze Apóstolos, primeiro Simão, chamado Pedro...’

No Evangelho escrito por São João, vemos que Jesus tinha em sua mente o nome de Pedro, como alguém que estava em seus projetos divinos para uma função especial, já antes de Pedro conhecer Jesus. Isto aparece no primeiro encontro que os dois tiveram. ‘Fitando nele o olhar, Jesus lhe disse: ‘Tu és Simão, o filho de João, mas irás chamar-se Cefas, que significa Pedra’ (Jo 1,42b).

Mais tarde, Jesus disse abertamente a Pedro, diante dos outros Apóstolos: ‘Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e o poder do Maligno não dominará sobre ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus. Tudo o que ligares na terra, será ligado nos céus e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus’ (Mt 16,18-19).

Aqui Jesus promete fazer de Pedro a pedra ‘base’ de sua Igreja e também fala que lhe vai dar as ‘chaves’ do Reino dos Céus, isto é, o poder de governar a Igreja. E depois, estando para subir ao céu, Jesus entregou a Pedro a chefia de sua Igreja, ordenando que ele fosse o pastor de seus ‘cordeiros’ e de suas ‘ovelhas’. Esta expressão (cordeiros e ovelhas) significa a totalidade do rebanho (cf. Jo 21,15-17).

Em outro lugar, Jesus deu a Pedro, expressamente, uma responsabilidade sobre os outros Apóstolos. O Senhor lhe disse: ‘confirma os teus irmãos!’ (cf. Lc 22,31-32). Trata-se de confirmar na fé, sendo para todos um sinal de unidade, em nome de Jesus Cristo.

E, tendo o Livro dos Atos, vemos que São Pedro exerceu sempre este ‘serviço’ de governar a Igreja e foi bem aceito por todos. Veja, por exemplo, a escolha de Matias (At 1,15s), o Concílio de Jerusalém (At cap. 15) e outras passagens.

O PENTECOSTES – O Livro dos Atos diz que Jesus permaneceu na terra pelo período de ’40 dias’ após a sua ressurreição. Em seguida, subiu ao céu, de onde enviou o Espírito Santo aos apóstolos, no dia de Pentecostes. O Pentecostes já existia. Era uma festa dos judeus, celebrada 50 dias depois da Páscoa. Inicialmente era a Festa das Colheitas. Mais tarde passou a ser a comemoração da Aliança.

Para os cristãos, o Pentecostes ficou sendo a festa da vinda do Espírito Santo. Nesse dia, os Apóstolos estavam reunidos no Cenáculo, quando receberam o Espírito Santo, conforme a promessa feita por Jesus (cf João 16,5-13). Assim aconteceu: ‘De repente, veio do céu um ruído, como de um impetuoso vendaval, e encheu a casa onde eles estavam. E apareceu uma espécie de línguas de fogo, que se distribuíram e foram pousar sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme Espírito os impelia a que falassem’ (At 2,2-4).

Nesse dia, Jerusalém estava repleta de peregrinos. Eram Judeus dispersos que vinham de todas as partes do mundo para a festa de Pentecostes. Por isso, havia ali, partos, medos, elamitas, romanos, cretenses, gente da Capadócia, da Mesopotâmia, do Ponto, da Ásia, do Egito, da Frígia...

Então os Apóstolos, cheios do Espírito Santo, saíram à praça, e Pedro se pôs a falar de Cristo Ressuscitado e a convidar aqueles judeus para se converterem. Muitos se converteram. Umas três mil pessoas receberam o Batismo e se agregaram ao grupo dos cristãos.

Aquele acontecimento não foi um fato isolado. Foi, sim, ponto de partida para a difusão da Igreja pelo mundo todo e para todas as gerações. Pedro disse que o Espírito Santo não era só para os judeus que estavam ali, mas também ‘para seus filhos, para os que estavam longe e para todos quantos fossem chamados por Deus nosso Senhor’ (Leia At 2,1-41).

A COMUNIDADE DE JERUSALÉM – Depois que Jesus subiu ao céu, os Apóstolos permaneceram em Jerusalém cerca de três anos, conforme recomendação do Senhor. Aí se formou a primeira comunidade cristã. Muitos daqueles fiéis conheceram Jesus pessoalmente. Os Apóstolos faziam parte da comunidade. Eles davam testemunho da ressurreição do Senhor. O centro da vida comunitária era Cristo ressuscitado. O Espírito Santo unia e animava a todos. Eles aguardavam para breve o retorno de Jesus. Os pontos em destaque na comunidade eram estes: a) todos perseveravam no ensino dos Apóstolos, b) celebravam a Eucaristia (fração do pão, c) eram assíduos na oração, d) repartiam seus bens com os necessitados, e) tinham ‘um só coração e uma só alma’, f) Deus fazia milagres por meio dos Apóstolos, g) a comunidade aumentava cada dia.

Quanto ao ingresso na comunidade, deu-se até um fato impressionante. É o caso da Ananias e Safira, um casal que tentou enganar São Pedro na partilha dos bens. Resultado: caíram mortos aos pés do Apóstolo (cf. At 5,1-10).

O aumento da comunidade fez com que os Apóstolos escolhessem ‘sete homens de boa reputação, repletos do Espírito Santo e de sabedoria’, para serem diáconos. O diácono exerce um ‘serviço’ ou ministério na comunidade. Para isso é consagrado ou ordenado. Os Apóstolos oraram e impuseram as mãos sobre os sete, e eles foram ordenados. Seus nomes: Estêvão, Filipe, Nicanor, Prócoro, Timon, Parmenas e Nicolau (cf At 6,3-6).

Nesse tempo desencadeou-se forte perseguição contra a comunidade cristã, e Estêvão foi o primeiro mártir da Igreja, depois de Jesus.” 

Aí está o início do crescimento da comunidade de Jerusalém, com a escolha de sete homens de boa reputação, repletos do Espírito Santo e de sabedoria e eles foram ordenados diáconos.


(Artigo publicado em 23/10/2020)

09/10/2020

A primeira perseguição

Por volta do ano 34, ocorreu a primeira perseguição a um cristão, em função do crescimento do número dos fiéis, com base na ressurreição de Jesus, como abordaremos a seguir, em trecho compilado do livro “Os 20 séculos de caminhada da Igreja”:

“Após o Pentecostes, os Apóstolos saíram à praça e anunciaram que Jesus havia ressuscitado. Tais pregações foram confirmadas com milagres. Houve também muitas conversões, e o número dos fiéis foi aumentando. Isto desagradou aos chefes dos judeus. Eles se revoltaram e partiram para a violência.

Pedro e João foram presos, açoitados e proibidos de falar sobre Jesus. Mas Pedro, cheio do Espírito Santo, deu aos fariseus esta dura resposta: ‘É preciso antes obedecer a Deus que aos homens’ (At 5,29).

Os chefes dos judeus queriam matar os Apóstolos. Mas um fariseu muito culto, chamado Gamaliel, disse ao Sinédrio: ‘Deixem esses homens em paz. Se o ensinamento deles vem dos homens, vai acabar-se em nada. E, se vem de Deus, vocês não conseguirão acabá-lo nunca’ (cf. At 5,34-41). Aí Pedro e João foram açoitados e postos em liberdade. Os dois se consideravam felizes por estarem sofrendo pelo nome de Jesus (cf At 5,41).

O ódio dos fariseus não era só contra os Apóstolos, mas contra todos os seguidores de Cristo. Por isso, a Comunidade de Jerusalém começou a ser perseguida. O primeiro a testemunhar a fé com o martírio foi Estevão (um daqueles sete diáconos).

Falsas testemunhas o acusaram perante o Sinédrio, dizendo que ele andava blasfemando contra Moisés e contra Deus. Cheio do Espírito Santo, Estêvão fez um belo discurso, recordando aos fariseus a História da Salvação. Quando falou de Jesus e do crime dos fariseus, estes não aguentaram: levaram Estêvão para fora da cidade e o mataram.

Estêvão foi morto a pedradas. Faleceu dizendo duas frases semelhantes às que Jesus havia proferido quando morria na cruz: ‘Senhor Jesus, recebe o meu espírito!’ E: ‘Senhor, não leves em conta o pecado deles’ (cf. AT 7).

Entre os mandantes do crime estava um fariseu famoso, chamado Saulo, que depois veio a ser o grande Apóstolo São Paulo, que converteu-se durante o ano 36, conforme a seguir: Saulo era um fariseu culto e radical. Considerava-se correto e cumpridor da lei, segundo os fariseus. Quando perseguia os cristãos, achava que estava prestando um serviço a Deus. Seu ódio contra os discípulos de Jesus não terminou com a morte de Estêvão. Depois disso, ‘Saulo devastava a Igreja. Entrava nas casas, arrancava homens e mulheres e os metia na cadeia’ (At 8,3).

Como se não bastasse perseguir os cristãos em Jerusalém, Saulo dirigiu-se a Damasco, para trazer algemados os que lá encontrasse. Mas a graça de Deus o esperava no caminho: foi o dia de sua conversão.

Perto de Damasco, uma luz fortíssima cegou-lhe a vista e o fez cair ao chão. Aí ele ouviu uma voz que lhe dizia: ‘Saulo, Saulo, por que me persegues?’ Era Jesus que lhe falava. Então Saulo converteu-se (cf. At 9,1-19). Falando a Saulo: ‘Por que me persegues?’, Jesus queria dizer que tomava para si as agressões feitas a seus discípulos. Ele e sua Igreja formam um só corpo, sendo Ele a cabeça e nós os membros (cf. CI 1,18)

Uma vez convertido, São Paulo tornou-se o evangelizador dos ‘gentios’, isto é, dos pagãos. Colocou todo o seu talento e sua coragem a serviço do Evangelho. Percorreu grande parte do mundo e fundou comunidades. Além de pregar de viva voz, escreveu muitas Cartas às comunidades cristãs. Tais Cartas fazem parte da Bíblia. Têm importante conteúdo de doutrina e pastoral.

Saulo nasceu na cidade de Tarso, na Cilícia (Ásia Menor). Seu pai ocupava cargo elevado. Por isso Paulo tinha o importante título de ‘Cidadão Romano’. E, sendo cidadão, não podia ser açoitado, como foram os outros Apóstolos (cf At 22,25-29). Mais tarde, São Paulo desprezou todas essas honrarias humanas. Diante da Graça de Jesus Cristo, tudo isso não passava de ‘lixo’ (cf. FI 3,4-10).”

As perseguições aos cristãos continuavam, principalmente na Comunidade de Jerusalém, que acabou trazendo um bem: a difusão da Igreja por outras regiões. Essa e outras passagens são encontradas no livro “Os 20 séculos de caminhada da Igreja”.


(Artigo publicado em 9/10/2020)

30/09/2020

Jesus funda a sua Igreja

Já escrevi aos nossos leitores que ganhei diversos livros do Pe. Jorge Simão Miguel, quando lá estive, em sua residência. Entre eles destaco o livro “Os 20 séculos de caminhada da Igreja“, editado pelo Pe. Luiz Cechinato. Este livro traz “os principais acontecimentos da cristandade desde os tempos de Jesus até João Paulo II“.
  
Assim, transmito aos nossos leitores as primeiras páginas do livro, cujo título é o mesmo deste artigo:

“Jesus anunciou um novo Reino, dizendo: ‘Convertei-vos, porque está próximo o Reino dos Céus!” (Mt 4,17). Ele pedia uma mudança de vida. Mudança radical, da mente e do coração. O sentido original da palavra ‘converter-se’ quer dizer: mudar o modo de pensar e de agir.

Não bastava mais o cumprimento externo da Lei. Jesus queria o fim do farisaísmo, que se preocupava muito com as aparências. Queria gente de coração novo, segundo o Espírito de Deus. Não bastava amar os amigos: era preciso amar também os inimigos. Para Jesus, o pecado não estava somente na prática externa do mal: estava também no mau desejo. Ele disse: ‘Quem olhar para uma mulher com malícia, já cometeu adultério com ela no seu coração’ (Mt 5,28).

Jesus queria que, na sua Igreja, houvesse mais amor do que no passado. No Antigo Testamento estava escrito: ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’ (Lv 19,18). Como se vê, a medida do amor era o próprio homem: amarás como a ti mesmo. No novo Reino, porém, a medida do amor é Jesus Cristo. Ele disse: ‘Amai-vos uns aos outros, como eu vos tenho amado’ (Jo 13,34).

Com este espírito Jesus fundou pessoalmente a sua Igreja, para que ela viesse a ser a imagem viva do Reino do Céu, embora com as rugas de nossos pecados. Jesus escolheu e preparou cuidadosamente seus Apóstolos. Depois de ter pregado ao povo, o Senhor explicava-lhes as parábolas e os enviava, dois a dois, pelos povoados, como aprendizado apostólico (cf. MT 10).

Desse modo Jesus fundou a sua igreja e preparou os primeiros evangelizadores. Depois, antes de subir ao céu, o Senhor passou para eles o seu poder e sua missão divina.

A pregação de Jesus deve ter começado aí pelo ano 28, pois João Batista anunciou o início da missão do Senhor ‘no ano décimo quinto do império de Tibério César’ (Lc 3,1). Ora, Tibério sucedeu a Augusto aos 19 de agosto do ano 14 de nossa era. Portanto, o ano décimo quinto vem a ser de 19 de agosto de 28 a 18 de agosto de 29.

Os doze Apóstolos:

SIMÃO – Jesus o chamou ‘Cefas’, isto é, Rocha, Pedra, ou ‘Pedro’. Era de Betsaida, pescador do Mar da Galileia com seu irmão André. Foi o primeiro Papa.

ANDRÉ – Irmão de Pedro. Ele e João Evangelista eram discípulos de João Batista. Foram os primeiros a conhecer Jesus. ‘André’ quer dizer ‘valente’

TIAGO – Tiago ‘Maior’, filho de Zebedeu e Salomé. Ele e seu irmão João foram chamados, por Jesus, ‘Boanerges’, isto é, ‘Filhos do Trovão’.

JOÃO – O Evangelista. Escreveu o 4º. Evangelho, três Cartas e, provavelmente, o Apocalipse. Ele e seu irmão Tiago eram pescadores no Mar da Galileia.

FILIPE – Era de Betsaida. Pertencia ao primeiro grupo de discípulos, juntamente com João, André, Pedro e Natanael (cf. Jo 1,35-51).

BARTOLOMEU – Também chamado Natanael. Fariseu convertido. Disse uma frase infeliz ao referir-se a Jesus. Quando lhe disseram que Cristo era de Nazaré, ele falou: ‘Pode vir de Nazaré alguma coisa boa?’ (Jo 1,46).

TOMÉ – Humilde galileu, chamado Dídimo (Gêmeo). Ficou conhecido por não ter acreditado na palavra dos Apóstolos, quando Jesus lhes apareceu.

MATEUS – Mateus ou Levi. Era cobrador de impostos (publicano), em Cafarnaum. Quando Jesus o chamou, estava em seu posto de arrecadação. Escreveu o 1º. Evangelho.

TIAGO – Tiago ‘Menor’, filho de Alfeu. Era chamado irmão do Senhor, pois, provavelmente, sua mãe era prima da Virgem Maria. Foi Bispo de Jerusalém.

TADEU – É o popular São Judas Tadeu, também chamado ‘irmão do Senhor’.

SIMÃO – Simão Cananeu ou Simão Zelota (Zeloso). Sua festa é celebrada junto com a festa de São Judas (28/10).

JUDAS – Judas Iscariotes. O Traidor, separou-se do grupo dos Apóstolos na Ceia. Dali saiu para entregar Jesus.

Os inimigos de Jesus – Os maiores inimigos de Jesus não foram os pagãos, mas os grupos religiosos radicais, que não o aceitaram como Messias, especialmente os saduceus, escribas e fariseus.”

É bom ler este artigo e adquirir o livro. “Os 20 séculos da caminhada da Igreja“ explica a caminhada de Deus para nos salvar e as razões de sua morte.


(Artigo publicado em 30/09/2020)

22/09/2020

Coragem e fé em momentos difíceis

Nos momentos difíceis é necessário ter coragem e fé em Deus. Por isso, transmito aos nossos leitores o artigo publicado no site Bíbliaon, no último dia 29 de julho, com o título “15 versículos encorajadores para momentos difíceis“:

“Nos tempos mais difíceis todos precisamos de encorajamento para continuar. Estas são 15 palavras de encorajamento da Bíblia para lhe fortalecer nas dificuldades:

1- Você não está sozinho – ‘Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.’ (Romanos 8:38-39) Em todos os momentos Jesus está com você. Ele nunca lhe vai abandonar.

2- Deus se preocupa com você – ‘Registra, tu mesmo, o meu lamento; recolhe as minhas lágrimas em teu odre; acaso não estão anotadas em teu livro?’ (Salmos 56:8). Seu problema é importante para Deus. Ele se preocupa com cada detalhe de sua vida e vai lhe ajudar.

3- Cristo vai lhe consolar – ‘Pois assim como os sofrimentos de Cristo transbordam sobre nós, também por meio de Cristo transborda a nossa consolação.’ (2 Coríntios 1:5) – Jesus sabe o que está passando em seu coração. Ele vai lhe dar a consolação que você precisa.

4- Apresente as suas dificuldades a Deus – ‘Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus.’ (Filipenses 4:6) – Deus quer nos ouvir. Compartilhe com Deus as suas dificuldades, tenha um relacionamento verdadeiro com Ele. Não há nada demasiadamente difícil para Deus, fale com Ele e alivie o peso sobre si.

5- Permaneça firme, santifique-se – ‘De todos os lados somos pressionados, mas não desanimados; ficamos perplexos, mas não desesperados; somos perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não destruídos.’ (2 Coríntios 4:8-9) – É no meio das dificuldades que a nossa fé é provada. Por isso, fortalecer a fé é essencial para sobrepor as dificuldades. Leia a Palavra de Deus, ore, busque o Espírito Santo, santifique-se.

6- Os tempos difíceis não duram para sempre – ‘Aqueles que semeiam com lágrimas, com cantos de alegria colherão. Aquele que sai chorando enquanto lança a semente, voltará com cantos de alegria, trazendo os seus feixes.’ (Salmos 126:5-6) – Até os tempos mais difíceis passam. A alegria de Deus sempre vence.

7- Deus tem um plano para você – ‘Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês, diz o Senhor, planos de fazê-los prosperar e não de causar dano, planos de dar a vocês esperança e um futuro.’ (Jeremias 29:11) – Tudo faz parte da vontade de Deus, seus planos são maiores do que os nossos. Pode parecer difícil de entender no momento, mas Deus quer que cresçamos em fé. Com Deus temos perspectiva de um futuro próspero, permaneça firme nos planos de Deus.

8- Deus sempre cumpre suas promessas – ‘Este é o meu consolo no meu sofrimento: A tua promessa dá-me vida.’ (Salmos 119:50) – Quem confia nas promessas de Deus tem sempre uma esperança, porque suas promessas não falham.

9- Deus está no controle – ‘Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.’ (Romanos 8:28) – Você pode não entender a razão de seu sofrimento mas Deus está cuidando de você.

10- Jesus é sua força – ‘Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco, é que sou forte.’ (2 Coríntios 12:10) – É nos momentos mais difíceis que você descobre sua verdadeira força: Jesus. Quando você não consegue caminhar mais, Jesus lhe leva e milagres acontecem.

11- Não tenha medo! Não desanime! – ‘O próprio Senhor irá à sua frente e estará com você; ele nunca o deixará, nunca o abandonará. Não tenha medo! Não desanime.’ (Deuteronômio 31:8) – A dificuldade pode parecer grande, mas nosso Deus é maior! Deus sempre esteve à frente do seu povo e nunca abandonou seus filhos. Não há vitória sem luta, grandes desafios, grandes vitórias! Deus é contigo e isto fará a diferença.

12- Seja forte e corajoso! – ‘Não fui eu que ordenei a você? Seja forte e corajoso! Não se apavore nem desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar.’ (Josué 1:9) – Deus está conosco, não há motivo para retrocedermos. Sigamos em frente, com fé e perseverança. Seja forte e corajoso, lembre-se que o Senhor dos Exércitos sempre estará ao seu lado!

13- Deus não deixa obra incompleta – ‘Estou convencido de que aquele que começou boa obra em vocês, vai completa-la até o dia de Cristo Jesus.’ (Filipenses 1:6) – Deus não deixa nada incompleto, sua obra é perfeita e eficaz. Permaneça firme nas promessas do Senhor, aquele que começou a boa obra em sua vida vai completá-la!

14- Ele venceu por você – ‘Eu disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo.’ – Sim. Ele venceu por você! Cristo sofreu, passou por humilhação, dor, mas Ele venceu! Você é mais do que vencedor em Cristo Jesus. Tenha bom ânimo, a tempestade vai passar. Creia!

15- Tudo posso naquele que me fortalece – ‘Tudo posso naquele que me fortalece.’ (Filipenses 4:13) – Em Cristo temos força para superar as dificuldades e conquistarmos grandes coisas para a honra e glória do nome do Senhor. Toda força vêm do dele, siga em frente, pois a vitória já foi conquistada por aquele que te fortaleceu!”

Aí estão os 15 versículos encorajadores para momentos difíceis, por meio dos quais sentimos a coragem e a fé necessárias para as soluções.


(Artigo publicado em 22/09/2020)

14/09/2020

A caminhada da Igreja Católica

Já escrevi aos nossos leitores que ganhei diversos livros do Pe. Jorge Simão Miguel, quando lá estive, em sua residência.  

Entre eles, quero destacar o livro “Os 20 séculos de caminhada da Igreja“, editado pelo Pe. Luiz Cechinato. Este livro traz os “principais acontecimentos da cristandade desde os tempos de Jesus até João Paulo II“.

Assim, tomo a liberdade de transmitir aos nossos leitores somente uma página deste livro, que é o “Aviso ao Leitor“, a qual resume a história do livro sobre a caminhada da Igreja Católica:

“Lendo este livro você encontrará o belo testemunho dos mártires e de outros santos que se doaram totalmente ao serviço do reino dos céus. Mas encontrará também períodos sombrios em que homens da Igreja deram mau exemplo.

Diante das manchas do passado, não abale sua fé, pois fraqueza dos homens vem provar que a Igreja é divina. Nessa hora, lembre-se daquele sábio conselho de Gamaliel. Quando os membros do Sinédrio queriam matar os apóstolos porque estes anunciavam Cristo ressuscitado, Gamaliel deu-lhes este parecer: ‘Não ponhais a mão nesses homens. Deixai-os. Se a doutrina deles vem dos homens, ela se acabará por si mesma, mas, ao invés, se verdadeira vem de Deus, não conseguireis destruí-la’ (cf At 5,35-39a).

Pois bem, aí está a Igreja. Ela atravessou vinte séculos. Passou por muitas perseguições, ciladas, privilégios, períodos de paz e de glória. Padres, bispos, papas e cristãos leigos foram mortos ao longo dessa trajetória de vinte séculos. Em dados momentos da história, parecia que a Igreja iria se acabar. No entanto ela está aí, pronta para anunciar Jesus Cristo no terceiro milênio, tendo a sua frente o ‘Pedro’ número 264, que se chama João Paulo II.

Infelizmente a Igreja traz em sua fase as rugas de nossos pecados, mas será sempre sustentada pelo poder de Deus, pois Jesus Cristo, que a fez, disse a seus apóstolos: ‘Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo (Mt 28, 20b)’.

É bom ler esta introdução e adquirir o livro. “Os 20 séculos da caminhada da Igreja“ explica a caminhada de Deus para nos salvar.


(Artigo publicado em 14/09/2020)