06/11/2017

Um alerta ao RenovaBio III

Não podemos permitir que o atual governo mantenha o setor sucroenergético estagnado, como está desde 2009, por causa de uma política equivocada da nossa ex-Presidente Dilma Rousseff, que abaixou o preço da gasolina. A situação não apenas quebrou o setor de bens de capital / fabricantes do setor sucroenergético, como provocou prejuízos maciços para a Petrobras, com a importação da gasolina mais cara para vender ao Brasil com preço baixo. (Leia mais)


Para evitar a estagnação, em 2011, os especialistas do BNDES elaboraram um trabalho, do qual cito uma parte da conclusão: “(...) dadas as projeções de demanda de açúcar e etanol brasileiros, estima-se que 134 novas usinas, com capacidade de moagem de quatro milhões de toneladas de cana cada uma, sejam necessárias para atender à demanda projetada para os próximos anos. Isso equivale à instalação de cerca de 17 usinas por safra, a partir de 2013/14”.

Este projeto continua arquivado no BNDES, e eu apelo para o RenovaBio verificar as razões do seu arquivamento.

Fazendo uma retrospectiva, em 2005 foi implementado um plano do próprio BNDES para o setor sucroenergético, para atender às expectativas de consumo do açúcar e do etanol futuro, cujo objetivo era sair de uma produção de cana-de-açúcar de 384 milhões de toneladas (safra 2004/2005) para um bilhão de toneladas. Isto representava um aumento de 616 milhões de toneladas de cana-de-açúcar e a construção de cerca de 205 unidades de novas usinas. O setor respondeu positivamente, pois, de 2005 a 2009, cresceu em produção de cana-de-açúcar para 624 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, que representou um aumento de 62,5% e o que resultou na inauguração de mais de 100 novas unidades industriais.

Infelizmente, a partir de 2009, contudo, com a política equivocada de nossa ex-Presidente Dilma Rousseff, o setor sucroenergético se estagnou.

Por isso, apelo novamente ao RenovaBio para agilizar a sua formação e provocar a retomada do setor sucroenergético, chamando à atenção que o setor atendeu ao apelo do BNDES, atingindo a produção, na safra de 2010/11, de 624 milhões de toneladas.

Atualmente, após 8 anos de estagnação, a expectativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra 2017/18 é de 647 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, apenas 3,6% superior à safra de 5 anos atrás. Isto é uma vergonha!

Portanto, o RenovaBio deve assumir a responsabilidade de cobrar do Governo medidas que levem o setor sucroenergético à retomada do desenvolvimento econômico, atendendo à COP-21, para o bem do meio ambiente e para gerar renda ao nosso País e emprego à nossa gente.


(Artigo escrito em 06/11/2017) 

Um comentário:

  1. O RenovaBio, associado ao Brasil Combustível, são políticas de longo prazo que necessitam ser implantadas com prioridade pelo governo federal. As tratativas com o SINDICOM devem ser agilizadas e pacificadas com base no bom senso das soluções para o país como um todo e não visando aspectos puramente setoriais.

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