Recebi de um amigo, pelo WhatsApp, uma música cantada por uma dupla e, de tanto que gostei da letra e da melodia, precisei buscá-la no Google. (Leia mais)
O resultado da pesquisa indicou que a canção é Espinheira, de autoria da dupla Duduca e Dalvan, em 1984. Trata-se de uma música com abordagem social, de conhecimento cristão e, principalmente, bíblico, pois cita também uma segunda vinda de Jesus.
A dupla Duduca e Dalvan faz parte dos sertanejos que fizeram sucesso na década de 1980, ano em que gravou – em setembro – seu quarto LP e conquistou de vez seu lugar entre as grandes duplas sertanejas da época. Eles são considerados “Os Leões da Música Sertaneja”.
Infelizmente, no auge do sucesso, aconteceu a inesperada morte de Duduca, no dia 17 de fevereiro de 1986. A dupla, que teve início em 1977, terminou tristemente em 1986, apenas 9 anos depois.
Duduca, ou José Trindade, nasceu em Anápolis, Goiás, no dia 4 de julho de 1936 e, desde menino, se interessou pela música. Com apenas 15 anos de idade, compôs Saudade do Meu Bem, que, em 1962, gravou pela Continental, em disco 78RPM.
Em 1975, começou a fazer roteiros e trilhas sonoras para cinema e foi desta maneira que conheceu José Gomes de Almeida, o Dalvan, em 1977, quando atuaram juntos no filme Entre o Céu e o Inferno de Camanducaia. Eles se tornaram amigos e, como não podia deixar de ser, nos intervalos das gravações pegavam os violões e cantavam para passar o tempo. Logo, eles e os que os ouviam perceberam que as vozes se harmonizavam perfeitamente, surgindo daí a dupla.
Dalvan, ou José Gomes de Almeida, é advogado, músico de coração, tocou em bandas, é ator e também é músico eclético – toca acordeom, teclado, guitarra e violão.
Para prestar uma homenagem a eles, pelo diferencial da abordagem com temáticas sociais e pelo conhecimento cristão em suas letras, transcrevo a letra da música Espinheira:
“Eta espinheira danada que o pobre atravessa pra sobreviver. Vive com a carga nas costas e as dores que sente não pode dizer. Sonha com as belas promessas da gente importante que tem ao redor. Quando entrar o Fulano, sair o Ciclano, será bem melhor. Mas entra ano e sai ano e o tal de Fulano ainda é pior. Esse é meu cotidiano, mas eu não me dano, pois Deus é maior.
O mundo não acaba aqui. O mundo ainda está de pé. Enquanto Deus me der a vida, levarei comigo esperança e fé.
Eta, que gente danada, que esquece de vez a palavra cristã. Ah, eu queria só ver se Deus se zangasse e voltasse amanhã. Seria um Deus nos acuda, um monte de Judas querendo perdão. Com tanta gente graúda implorando ajuda com a Bíblia na mão.
Mas a esperança é miúda e a coisa não muda, não tem solução. Nem tudo que a gente estuda, se agarra e se gruda arrebenta no chão.
O mundo não acaba aqui. O mundo ainda está de pé. Enquanto Deus me der a vida, levarei comigo esperança e fé.”
Com tantos fatos que temos vivenciado, acabo por pensar que, mesmo escrita em 1984, esta música é muito atual.
Eu acrescentaria, ainda, algumas palavras para termos um refrão perfeito: “Enquanto Deus me der a vida, levarei comigo esperança, fé e amor, para a salvação”.
(Artigo escrito em 14/11/2017)
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Deixe seu comentário!