19/11/2015

Fim dos tempos

Em artigos anteriores, mencionei que falta amor à humanidade e que os pecados têm aumentado assustadoramente, não havendo paz entre países. Agora, agravando a situação, aparecem os escândalos no Vaticano. (Leia mais)


Confira algumas notícias publicadas pela mídia, sempre se referindo ao Papa Francisco. Primeiro, sobre o Vaticano: “Francisco determinado a reformar a Igreja para evitar escândalos”; “Novas revelações de divisão da Igreja para proveito próprio de alguns cardeais em dois livros publicados com fugas de informações do Vaticano”; “Vaticano confirma detenções por roubo e divulgação de documentos confidenciais”; “Um padre espanhol ligado à Opus Dei e uma relações pública italiana, recrutada por ele para apoiar o trabalho de uma comissão de estudo de reformas financeiras, foram detidos pela polícia e acusados de trair a confiança do Papa”.

Sobre a chacina na França, provocada pelo Estado Islâmico (EI): “O Papa Francisco lamentou neste domingo (15) a ‘barbárie’ dos atentados cometidos em Paris e disse no final da oração do Ângelus perante os fiéis na Praça de São Pedro que utilizar o nome de Deus para justifica-los ‘é uma blasfêmia’; “Tanta barbárie nos deixa consternados e nos interroga sobre como pode o coração humano idealizar e cometer atos tão horríveis, que transformaram não só a França, mas o mundo inteiro”; “Perante semelhantes atos, não se pode não condenar a afronta inqualificável à dignidade da pessoa humana”, "Francisco quis 'reafirmar com vigor que a via da violência e do ódio não resolve os problemas da humanidade'”; “O Papa reiterou, como tinha feito no sábado (14), ao saber da notícia dos atentados em Paris, sua ‘profunda dor’ pelos ataques e enviou suas condolências ‘ao presidente da república francesa e a todos os cidadãos’"; “Francisco falou dos atentados de Paris após comentar o Evangelho de hoje, que lembra as palavras de Jesus sobre os ‘últimos eventos da história humana’ e se referiu às ‘guerras, crises de fome e catástrofes cósmicas’ mencionadas naquela ocasião. 'O problema não é ‘quando’ acontecerão os sinais premonitórios dos últimos tempos, mas estar preparados. E não se trata também de não se saber ‘como’ ocorrerão essas coisas, mas ‘como’ devemos nos comportar enquanto as esperamos”, concluiu o Papa". 

Após os dois recentes acontecimentos acima e aproveitando o final das palavras do Papa Francisco, quando ele cita “últimos eventos da história humana", chego à conclusão de que estamos perto do "fim dos tempos" mesmo. 

Para confirmar a minha conclusão, transmito os comentários do Pe. Paulo Bazaglia, ssp, sobre o evangelho deste domingo (15), com o título O reino definitivo: “O capítulo 13 do Evangelho de Marcos é uma leitura do que aconteceu no ano 70, quando Jerusalém foi tomada pelo império romano e o templo foi incendiado. Os primeiros discípulos se perguntavam se isso era sinal de que o fim do mundo estava próximo e se Jesus voltaria em breve. O Evangelho de Marcos relê os acontecimentos do ano 70 à luz da profecia de Daniel, com a linguagem simbólica dos escritos apocalípticos. Em Daniel 7, os reinos que dominaram Israel são descritos como animais: leão, urso, leopardo e uma fera medonha. As palavras de Jesus em Marcos 13, no entanto, falam de um reino novo, humano, quando o Filho do homem virá nas nuvens com poder e glória. A destruição do templo de Jerusalém pelos romanos é apenas mais uma ação dos impérios bestiais que passarão. O que importa, afinal, é o reino definitivo, reino do humano, inaugurado e comandado pelo filho do homem, o próprio Jesus que vence os poderes do mal e da morte. Daí o convite a ler os acontecimentos do presente para não desanimar, na certeza de que o reino de Deus já começou, pois Jesus já está presente em nosso meio. Aprender com a figueira é não se deixar enganar pelos reinos passageiros, é continuar acreditando que os frutos virão no momento certo. Somente o Pai, no entanto, sabe quando este reino será pleno. E então as palavras de Jesus, que convidam a aprender com a figueira, movem os discípulos a perseverar no presente tendo a mente voltada ao futuro do reino definitivo. E, para aqueles que vivem dizendo, em tom de ameaça, que ‘Jesus voltará logo’, vale lembrar que ele já está em nosso meio, ressuscitado, e nos acompanha, decerto não para que fiquemos de braços cruzados, esperando seu retorno definitivo. Ele está conosco e nos dá forças para que colaboremos com seu reino, trabalhando pela justiça, pela paz, pela vida. Com firme esperança, continuemos a humanizar as relações, a ser mais humanos e a ajudar nossos irmãos a ser mais humanos, até que o Filho do homem venha definitivamente com seu reino.”

Faço destas as minhas palavras. 


(Artigo escrito em 19/11/2015)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu comentário!