Recentemente, escrevi o artigo “A conversão de um pecador”, no qual um ateu, Paulo Setubal, que foi advogado, jornalista, ensaísta, poeta e romancista, encontra-se com Jesus e se converte. (Leia mais)
Ateu é quem não crê em Deus ou em qualquer ser superior. Como existem no mundo muitos ateus, elaborei este novo artigo em homenagem a mais um deles, o Dr. Augusto Cury, um dos maiores psiquiatras brasileiros e grande escritor – já foram vendidos mais de 25 milhões de exemplares de seus livros no Brasil, os quais foram publicados em mais de 70 países.
Para chamar a atenção dos ateus, faço minhas as palavras do soteropolitano Vinicius Lopes, cristão desde 2013 e estudante de Jornalismo, autor do site Irmão Baiano, no qual escreveu “Quando o homem descobre Deus”. Confira:
“(...) Assim aconteceu na vida do senhor Augusto em sua busca incessante para desconstruir a existência de um Deus Altíssimo, criador de todas as coisas. Venho contar a impactante história de um dos maiores psiquiatras do Brasil e o porquê ele, Augusto, deixou de ser ateu.
Augusto Cury se converteu durante a pesquisa para criação da obra ‘Análise da Inteligência de Cristo’.
Augusto Cury diz que era, talvez, mais ateu do que o próprio Nietzsche! Sim, pois ele era ateu cientifico com conhecimento de causa, enquanto Nietzsche seria um ateu que combatia alguns atos religiosos e escreveu sobre a ‘morte de Deus’ e por isso baniu a ideia de Deus da sua mente.
Cury é médico psiquiatra, escritor e cientista, pós-graduado em Psicologia Social; pensador, pesquisador de Psicologia. Desenvolveu em 17 anos a primeira teoria brasileira sobre a Construção da Inteligência, denominada de Inteligência Multifocal.
O cientista da alma diz:
‘Eu fui um dos maiores ateus que já pisou nessa terra, talvez mais do que Nietzsche, que escreveu sobre a ‘morte de Deus’; do que Marx, que considerou Deus como ‘opio’ da sociedade; para mim, Deus era uma invenção da psique humana, uma construção dos pensamentos (que é a minha área de pesquisa). Então, nesse aspecto, eu fui um ateu cientifico; eles foram ateus que combatiam alguns atos religiosos e por isso baniram a ideia de Deus da sua mente.
A partir de desenvolver a teoria da ‘Inteligência Multifocal’, eu comecei a estudar como os pensadores da humanidade brilharam na sua inteligência. Como Einstein, com 27 anos, conseguiu abrir o leque do pensamento e produzir uma teoria extremamente complexa, e Freud, e assim por diante, até que cheguei a estudar a personalidade de Jesus Cristo, nos quatro Evangelhos, e questionei as intenções (...).
Faz mais ou menos uns dez anos que eu venho pesquisando mais profundamente. Eu não era uma pessoa religiosa, era um ateu contundente. Claro que eu tive, obviamente, na minha memória todo um ensino religioso dos meus pais (como a maioria das pessoas), exatamente. Eu tive um passado onde critiquei, quis banir a ideia de Deus da minha mente, passei por uma angústia muito grande porque uma vez que você bane a ideia de Deus você tem que suportar as consequências disso, e eu sou um cientista da área de construção da memória e da personalidade. Se eu banir a ideia de Deus um dia eu vou visitar a solidão de um túmulo e a minha memória vai se tornar um caos, bilhões de informações se esfacelarão nesta solidão do túmulo e eu nunca mais resgatarei a minha personalidade.
Marx não pensou nisso quando se tornou um ateu, Freud talvez não tenha pensado, mas eu pensei por ser a minha área de pesquisa. E eu pegava a minha filha no colo, a mais nova, a Claudia, e eu sabia que um dia morrerei e nunca eu teria de volta o conhecimento de quem fui e nem de quem a minha filha foi ou minhas outras duas filhas foram. Isso me levou a uma implosão do meu ceticismo e me levou a pesquisar.
Se Deus era fruto da inteligência ou não, se Jesus Cristo era fruto das intenções conscientes dos autores dos Evangelhos ou não, e se Ele poderia ou não caber no imaginário humano. Então, estudei cada linha, cada frase, cada reação de Jesus Cristo nas mais variadas situações descritas nos Evangelhos, com várias versões; estudei com espírito crítico científico e, quando eu comecei a estudá-lo dessa maneira, eu fiquei profundamente abalado porque percebi que esse Homem Jesus não cabe no imaginário humano.
Veja bem: quando Judas, no ato da traição, O beija, só o beijo afetivo dele indica que aquele homem era repleto de sensibilidade, porque nenhum de nós seria traído com um beijo, entendeu? Além disso, quando ele O beija, a psiquiatria esperava de Jesus ser controlado pela raiva, pela frustação, pelo ódio, e não reagisse com inteligência. Mas, no exato momento em que Ele foi beijado, Ele gerencia os pensamentos, controla a sua emoção, abre o leque da Sua inteligência, olha para o seu traidor e diz: ‘Amigo, para que vieste?’.
Nunca na História uma pessoa traída tratou com tanta dignidade, inteligência e altruísmo o seu traidor. Então, eu percebo: esse Homem não cabe no imaginário humano.
Eu O comparei com a atitude de Freud, que foi contrariado por alguns amigos na tese da sexualidade, como Jung e Adler, e não suportou os dois amigos, baniu da família psicanalítica, ao passo que Jesus Cristo inclui o seu traidor, o chamou de amigo e deu até o último minuto uma oportunidade para ele reescrever a sua história, o que indica que Ele não tinha medo de ser traído. Ele tinha medo de perder um amigo.
Então, estudando a personalidade de Jesus sob esta ótica, eu fiquei fascinado e percebi que Ele não poderia ser constituído pela criatividade humana. Ele andou, respirou, viveu e foi amado. O amor por Ele nem de longe é um ato de pequenez intelectual, mas de grandeza, porque pode levar a estatura da sensibilidade.’
Sua obra, sobre a Análise da Inteligência de Cristo, é dividida em cinco livros: O Mestre dos Mestres, O Mestre da Sensibilidade, O Mestre da Vida, O Mestre do Amor e O Mestre Inesquecível.”
Aí esta o resultado da análise do Dr. Augusto Cury sobre Jesus Cristo: Ele não poderia ser constituído pela criatividade humana, pois não cabe no imaginário humano!
Assim, espero que este artigo sirva para reforçar a nossa fé em Jesus Cristo e, quem sabe, auxilie na conversão de outros ateus.
(Artigo escrito em 24/01/2017)
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