27/11/2016

Acordo do Clima de Paris, uma esperança!

Ao ler no G1 - O Portal de Noticias da Globo, no dia 4 de novembro, a notícia sobre o Acordo do Clima de Paris, que entrou oficialmente em vigor no dia 7 de novembro, passo a acreditar que desta vez os 195 países que assinaram tal acordo darão a devida importância a este assunto, para a salvação de nossa terra e de nossa gente. (Leia mais)


Segundo o site, o acordo foi aprovado por aclamação por representantes de 195 países da COP 21, em dezembro de 2015, mas, assim como todo acordo, resta um longo caminho a percorrer para que realmente produza efeitos. 

Ainda na matéria, “a ONU advertiu nesta quinta feira [que foi 3 de novembro], como informa a agência AFP, que o planeta deve reduzir ‘de maneira urgente e radical’ suas emissões de gases do efeito estufa para evitar uma ‘tragédia humana’”.

O diretor do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Erik Solheim, que publicou seu relatório anual sobre a ação climática global, declarou que “se não começarmos a adotar medidas adicionais a partir de agora, a partir da conferência de Marrakesh, terminaremos chorando ante uma tragédia humana evitável”.

O especialista da organização americana Union of Concerned Scientists, Alden Meyer, alertou que “é importante manter a dinâmica de Paris e não se limitar a se parabenizar pela sua mera entrada em vigor”.

O porta-voz do grupo de países menos desenvolvidos, Tosi Mpanu-Mpanu, afirmou que “a COP 22 deve ser uma conferência de ação e implementação”.

Também consta da matéria que o Acordo de Paris entrou em vigor às vésperas da 22ª Conferência da ONU sobre o clima, ocorrida de 7 a 18 de novembro, na cidade marroquina de Marrakesh, e que um total de 92 países já o ratificaram (aprovaram internamente).

E mais: “O Acordo de Paris, que é destinado a substituir o Protocolo de Kioto em 2020, é o primeiro pacto universal para tentar combater a mudança climática. Ele tem como objetivo manter o aumento da temperatura média mundial ‘muito abaixo de 2ºC’, mas ‘reúne esforços para limitar o aumento de temperatura a 1,5ºC’, em relação aos níveis pré-industriais. (...) Entre os temas que devem avançar estão a definição das regras de transparência (verificação dos compromissos nacionais), o aumento da ajuda financeira aos países em desenvolvimento, a assistência técnica para a criação de políticas de desenvolvimento ‘limpo’ (energias renováveis, transportes e residências que consomem menos energia, novas práticas agrícolas, etc.) e a apresentação de metas nacionais para 2050”.

A negociadora francesa Laurence Tubiana afirma: “O mais importante que estará em jogo em Marrakesh é chegar a um acordo sobre uma data limite para decidir as regras de aplicação do Acordo, especialmente as regras de transparência”, acrescentando que “2017 não seria realista, mas 2018 é possível”. Ela adverte, também, que “cada país deve fazer mais, não se pode esperar até 2025 ou 2030”.

Seguindo na matéria, “o documento ainda conclama os países a ‘adotarem reduções rápidas a partir de então, de acordo com a melhor ciência disponível, de modo a atingir um equilíbrio entre as emissões antropogênicas por fontes (queima de combustíveis fósseis) por fontes e pela remoção por sorvedouros de gases de efeito estufa na segunda metade deste século. 

Também está incluído o compromisso dos países ricos de garantirem um financiamento de ao menos US$ 100 bilhões por ano para combater a mudança climática em ações desenvolvidas a partir de 2020, até ao menos 2025, quando o valor deve ser rediscutido”.

A matéria destaca, ainda, os principais pontos do acordo do clima: “Países devem trabalhar para que o aquecimento fique muito abaixo de 2ºC, buscando limitá-lo a 1,5ºC; Países ricos devem garantir financiamento de US$ 100 bilhões por ano; Não há menção à porcentagem de corte de emissão de gases-estufa necessária; Texto não determina quando emissões precisam parar de subir; Acordo deve ser revisto a cada 5 anos”.

Em minha opinião, o Brasil, que já ratificou o Acordo, deve aproveitar esta oportunidade de ser o protagonista dessa solução ao País e ao mundo, usando e vendendo os produtos de todas as alternativas de energias renováveis. Ele deveria ser o primeiro a cumprir com o Acordo e procurar eliminar o consumo da gasolina e do diesel, que são os principais poluidores da atmosfera. Assim, haveria a retomada do desenvolvimento econômico, com as construções das usinas de etanol, de biodiesel, de energias eólicas e outras energias renováveis, gerando emprego à nossa gente e renda ao nosso País. Vamos refletir?


(Artigo escrito em 28/11/2016)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu comentário!