É uma satisfação ver o esforço do Papa Francisco, em suas viagens ao exterior, para unificar as religiões cristãs. Conforme a declaração-conjunta feita com o patriarca da Igreja Ortodoxa Russa, Kirill (Cirilo): “Desejamos que nosso encontro contribua para o restabelecimento dessa unidade desejada por Deus”. (Leia mais)
É claro que a unidade do cristianismo não ocorrerá de um dia para o outro. Esse encontro surgiu como uma tentativa de iniciar um processo que exigirá concessões de todas as partes. É um começo para reunir todas as igrejas católicas, que pregam um único Deus, voltadas ao cristianismo.
O esforço do Papa Francisco na unificação do cristianismo nos dá a esperança de vermos as maldades, as corrupções, as violências, os crimes e tantas outras coisas ruins diminuírem e até mesmo cessarem.
O mundo não pode continuar preso à tentação do poder, da riqueza, fatores comandados pelo "diabo", que sempre convence as pessoas.
Por isso, conclamo a população para resistir às tentações do “diabo”, assim como Jesus Cristo resistiu às três tentações, conforme comentários do Pe. Nilo Luza, ssp, sobre o evangelho de Lucas 4, 1-13:
“(…) O evangelho apresenta três tentações sofridas por Jesus. As três englobam ou resumem todas as outras, pois, como diz o evangelho, Jesus não foi tentado somente no deserto: ao longo da vida do Senhor, o diabo sempre esteve à espreita para tentar levá-lo a algum deslize – sem nunca ter conseguido.
Há tentações que não fazem grandes estragos, mas há aquelas perigosas, que podem nos desviar do projeto de Jesus e fazer-nos assumir o 'projeto do diabo'. Quantas pessoas se deixam levar pelas facilidades na busca do poder político, religioso e econômico! Quando alguém enriquece de forma fácil, desconfiemos; quando se prometem milagres em troca de doações e esmolas, tenhamos cuidado: o 'diabo' pode estar por trás dessas facilidades e ideologias.
Estas são as grandes tentações da humanidade nos tempos modernos: a busca e concentração do poder, quando deveria ser democratizado e se transformar em serviço; a concentração da riqueza, quando deveria ser partilhada para que todos tenham condições de vida digna. A concentração da riqueza e do poder favorece o acúmulo e o consumismo desenfreados.
Uma sociedade que cultiva o consumismo e a satisfação egoísta é deserto propício para a falta de solidariedade e a violência. Como consequência destas, há a busca de uma vida de aparências, a qual afronta e humilha os pobres”.
Portanto, vamos orar pelo Papa Francisco. Que ele consiga a unificação das igrejas! E que nós consigamos resistir às tentações do "diabo".
(Artigo escrito em 21/03/2016)
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