Para conhecimento dos leitores, em função da seriedade do assunto, tomo a liberdade de transcrever partes da carta de Otacílio M. Guimarães, presidente do CREA-Ceará, dirigida à revista Veja e publicada no Clipping Brasilagro de 5/02/2013, com o título “A grande cartada fraudulenta de Lula”. (Leia mais)
Começo com seu primeiro parágrafo:
“Me surpreende que somente agora, depois do estrago feito, a revista Veja venha revelar aos incautos o engodo que foi o Pré-Sal, uma fantasia eleitoreira gestada na cabeça do Exu de Nove Dedos com o intuito de enganar trouxas e ganhar eleições, como de fato enganou e ganhou”.
Ele segue dizendo que a única coisa que entende de petróleo é que se trata da mais importante fonte de matérias-primas, além de ser a principal fonte de energia do planeta, informações com as quais concordo plenamente. A grande dúvida que tenho do Pré-Sal é sobre a viabilidade de o petróleo ser extraído de 7 mil metros de profundidade, cuja resposta foi dada por Otacílio:
“Quem se der ao trabalho de correr os olhos pelas páginas do site da Statoil (http://www.goodideas.statoil.com/deep-dive-pt#heavey-oil-container), empresa norueguesa que detém a melhor e mais avançada tecnologia de prospecção e extração de petróleo em águas profundas, vai verificar que extrair petróleo do Pré-Sal é como retirar diamantes de Marte, ou seja, é inviável por diversos motivos: a) falta de tecnologia adequada; b) falta de segurança numa operação de tal envergadura e, c) falta viabilidade econômica: mesmo que fosse possível extrair petróleo do pré-sal atualmente, seu preço seria cinco vezes mais alto que o do petróleo extraído em águas profundas da Bacia de Campos”.
A seguir, Otacílio diz que a revista Veja, com sua reportagem, informa que os barões do petróleo estão em maus lençóis por terem acreditado nas mentiras do Exu de Nove Dedos, e transcreve parte da matéria:
“Desde a posse da nova presidente da Petrobrás, Maria das Graças Silva Foster, em fevereiro deste ano, o setor passa por um choque de realidade. As metas da empresa foram revistas e, com isso, os contratos com empresas fornecedoras de equipamentos e serviços (as companhias dos barões do petróleo) minguaram. Os sinais de que os ventos mudaram vêm de longe. Há quase uma década, a Petrobrás não cumpre suas metas de produção. No segundo trimestre de 2012, contabilizou um ‘prejuízo de 1,3 bilhão de Reais’. Foi o pior resultado desde 1999. No semestre, a queda foi de 64% em relação ao mesmo período do ano passado. Na opinião dos especialistas, o Pré-Sal foi usado como bandeira política pelo ex-presidente Lula. O discurso era que a nova descoberta resolveria os problemas do Brasil, e a Petrobrás prometeu o que não podia”.
Finalizando a carta, ele completa:
“Ainda em seu primeiro mandato, o Exu de Nove Dedos anunciou a autossuficiência do Brasil em Petróleo. Hoje, o Brasil importa gasolina, óleo diesel e até etanol de milho dos Estados Unidos. E ninguém cobra isto dele? Mas o dado que mais chama a atenção é a desvalorização das ações da Petrobrás desde aquela manobra de capitalizá-la sem na verdade injetar nenhum dinheiro em seus cofres. De lá para cá, a Petrobrás perdeu 208 bilhões de dólares em suas ações, ou seja, hoje a empresa vale menos 208 bilhões de dólares! E ninguém cobra nada de ninguém? Este é o resultado do estatismo. Entrega-se uma empresa que explora o melhor negócio do mundo a amadores apadrinhados por políticos, usa-se a empresa com fins eleitoreiros, atualmente está sendo usada como instrumento de política monetária, e o consumidor, que em última instância é quem paga a conta, e os acionistas ficam a ver navios. A reportagem da Veja está primorosa. Pena que não tenha sido publicada há uns quatro anos atrás.”
E o mais grave disto tudo é que, com a descoberta do Pré-Sal, o ex-presidente Lula se esqueceu completamente do setor sucroenergético e a sua sucessora está no mesmo caminho.
Para reflexão do governo. Os leitores e toda a população brasileira aguardam suas explicações.
(Artigo escrito em 04/03/2013)
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